Não tenho nenhum compromisso com a realidade, meu manual de instruções adverte: estou brincando de viver. Em alguns instantes daqui vou pra lá, sentindo cada pulsar. Olho pro mundo a minha volta e acredito estar sonhando sem palavra alguma na ponta da língua, sem saborear, sem o tato. Sensível.
Quando deito minha cabeça no travesseiro peço à Deus que me carregue pro meu verdadeiro lar, a vida que sempre tive, que sempre quis sonhar.
É isso o que desejo. Olhar o mundo a volta e sentir, fazer parte da corrente que passa, do outro sonho ou projeção, fantasiar no escuro de um quarto, solidão. Fantasia que me carrega, nota a nota na melodia, diga-me que você sabe: você é infinito.

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