Vemos com os olhos
sentimos com o corpo
e morremos com ele
Somos capazes de apontar
focar, e assim
morrer de outras formas
Temos o vício do querer
que desenlaçado da insegurança
são apenas desejos mesquinhos
Andamos com destreza
numa corda bamba
Sem admitir que
precisamos perder o apoio
para no fim perceber:
como são tolos
os que preferem uma vida de ameaças
do que apreciar por conta própria
a beleza da incerteza
Atente, pois,
os céus em seu ouvido sussurram:
Tudo o que você precisa
Permanece diante de ti
Lindo e profundo! Tua poesia é reflexiva e vai assumindo formas cada vez mais belas a mediada que o poema avança! Parabéns!
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