13.8.13

Tudo o que menos quero ser

Vemos com os olhos
sentimos com o corpo
e morremos com ele 

Somos capazes de apontar
focar, e assim 
morrer de outras formas

Temos o vício do querer
que desenlaçado da insegurança
são apenas desejos mesquinhos

Andamos com destreza
numa corda bamba
Sem admitir que
precisamos perder o apoio
para no fim perceber:
como são tolos
os que preferem uma vida de ameaças
do que apreciar por conta própria
a beleza da incerteza 

Atente, pois,
os céus em seu ouvido sussurram:
Tudo o que você precisa
Permanece diante de ti

Um comentário:

  1. Lindo e profundo! Tua poesia é reflexiva e vai assumindo formas cada vez mais belas a mediada que o poema avança! Parabéns!

    ResponderExcluir