26.2.10

A natureza do inevitável

Havia árvore em uma floresta isolada, cheia de frutos das mais belas formas e cores vivas, exaltando a sua natureza aos arredores verdes, levando-os à companhia da dança do vento.
Seu lugar, que sempre foi seu desde que era uma semente, de repente é abalado. Uma onda de medo se alastrou: ela sente seus frutos sendo arrancados a força. O desejo é de colocá-los de volta, mas sendo imóvel, ela não consegue.
Ela sabe que há algo errado, pois não está na hora de eles caírem. Já  esta acostumada com todos estes anos de ciclos, sabe bem como funcionam as estações. 
Sente dor, chora por dentro - quem sente seu pesar ? - enquanto ela cai sobre suas próprias raízes, seus sentidos percebem o mundo por outros ângulos. 
Quem corta não ouve seu desespero e continua a cortar. A árvore grita em vão. Seu esplendor agora não tem brilho, vários pedaços seus serão servidos de bandeja.
Tudo que é vida, um dia morre - esta não seria sua hora sem que alguém a cortasse ?
Seus restos estão agora, onde antes era Vida; os frutos caídos no chão irão decompor-se e... pronto, acabou ?
Dali nascerá outra árvore ? Esta nova vida que supostamente irá nascer estará pronta para dar frutos e correr o risco de ser cortada ?


O que é a natureza do inevitável ?

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