11.12.13

Cinco espadas, nenhum sentido

Quem disse que as minhas justificativas precisam ser suficiente pra alguém quando são pra mim ? Quem dirá então ditar a minha verdade, soletrá-la pacientemente esperando ser ouvido pelo algodão que tampa teu ouvido ?

É como lavar as mãos e lavá-las tantas outras vezes seguidas. Não quero saber, não quero relevar, nem dar motivos pra motivo algum. Chego num ponto onde anulo meus próprios, pois estes mesmos, infindáveis, são parte de uma ilusão criada à partir do meu poder de decisão. Escolhas são escolhas, nem erros, nem acertos.

Não desejo fazer parte do bando que ergue a bandeira branca, quero erguê-la manchada de sangue - com meu sangue - pra mostrar pra mim mesmo, ninguém além, que não sou mais, nem menos, nem sombra, nem luz, somente uma carne, uma pintura, uma projeção ou quem sabe uma escultura despida, consciente da dissolução do Ser, da mistura homogênea da vida que me transforma num só enquanto vivo e ambulante.

"Experiencio através dos sentidos a individualidade do plural dos múltiplos corpos nascidos através dos anos, contados nos dedos ao se aproximarem do meu campo de visão."


Nenhum comentário:

Postar um comentário