Doce que nem mel
tão claro quanto a água
inigualável é o sabor,
encontro-me aqui despido
rosto de frente pro espelho
reflexo do que sempre procurei
Perdão dos meus prazeres
sei que me engano
imploro pra mim mesmo
ajoelho pros meus eus
acreditando ser eles
Me perco no encanto
de tudo o que eu sempre quis
deixo-me deslumbrar
deleitar,
exagerar,
fora do controle
Mas não fora do limite
pra perceber
e aprender
sem o arrependimento
Sentir o peso
do que antes era leve
arranca meu coro
despe meu sorriso
estufa meu peito
e crava meus pés no chão
Enquanto caminho nesta trilha
repito à mim mesmo
o melhor está acontecendo
o que antes não queria
agora tenho: a minha consequência
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