22.9.13

Não sou bom nisso

Entenda,
tudo que fomos é nada sem o amor,
que tudo sem o amor é
o fim esvaindo pelos dedos, 
te tocando


Querendo me tocar
como outrém qualquer
como areia que queima,
arranha





Eu te chamei, 
vem fazer amor
e no silêncio te procurei
onde não mais te encontrava


Perceba o que é saber
que as tintas usadas
agora rasgam o pano pintado

Que o pintor já
não procura a aquarela,
que seu pincel agora rascunha
numa nova página em branco



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