tudo que fomos é nada sem o amor,
que tudo sem o amor é
o fim esvaindo pelos dedos,
te tocando
Querendo me tocar
como outrém qualquer
como areia que queima,
arranha
Eu te chamei,
vem fazer amor
e no silêncio te procurei
onde não mais te encontrava
Perceba o que é saber
que as tintas usadas
agora rasgam o pano pintado
Que o pintor já
não procura a aquarela,
que seu pincel agora rascunha
numa nova página em branco

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